Presidente da Associação dos Delegados é transferido para Brasileia; medida enfraquece a categoria

Com o prestígio em baixa na atual administração, que prefere beneficiar a Polícia Militar, a Polícia Civil caminha a passos largos para ampliar o seu enfraquecimento.


Rebaixada da categoria de secretaria para uma espécie de departamento na estrutura da Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil vive dias difíceis, com disputas internas e perseguições a quem não se afina com o pensamento políticos do atuais gestores.


As medidas atingem a todos os níveis de funcionários.


A luta dos delegados, por exemplo, também se enfraquece.


Semana passada, o delegado-geral José Henrique Maciel transferiu o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Acre (Adepol), Sérgio Lopes de Souza, para trabalhar na delegacia de Brasileia.


A decisão, por mais que tenha sido combinada, enfraquece o movimento dos delegados.

A distância do presidente do centro do poder na capital dificulta todo tipo de tratativa que a categoria possa ter com o governo do Estado.


A forma como se deu a transferência provocou os mais diversos comentários entre os delegados, inclusive sobre o recebimento de ajuda de custos.


Lopes de Souza parece ter aceitado a transferência com tranquilidade. Agiu bem diferente do que em maio, quando fora transferido da delegacia em Rio Branco.


À época, setores da imprensa chegaram a afirmar que o delegado fora alvo de perseguição política por discordar da forma como o governo vinha tratando Polícia Civil.

Perseguição gera crise institucional na Polícia Civil após transferência de delegados sem comunicado prévio

Tudo muda.

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