Pacote de investimentos não anima empresários; obras são para empresas de grande porte

Pacote de investimentos não anima empresários; obras são para empresas de grande porte

Não houve empolgação, muito menos comemoração entre os empresários da construção civil o anúncio feito pelo governador Cameli de que o governo pretende investir quase R$ 1 bilhão em quatro anos.

Na verdade, a turma da construção civil nem foi convidada para o evento.

Demonstrando rancor por ter visto o seu candidato na disputa para a eleição da Federação das Indústrias, Cameli realizou o ato na Federação da Agricultura.

Investimento anunciados, o empresariado pegou a caneta, a máquina calculadora e chegou a seguinte conclusão: não há o que festejar.

Passando por sérias dificuldades desde que foi desencadeada uma covarde operação denominada G7, que contou com o apoio da turma que hoje está no governo, os empresários não enxergam perspectivas.

Vivem uma crise que se agravou ainda mais quando o governo de Michel Temer, que também foi apoiado por Cameli e a sua turma, praticamente acabou com programas como o Minha Casa Minha Vida.

O sentimento de desilusão aumenta porque os empresários detectaram que as obras apresentadas por Cameli não serão oportunidades para as empresas acreanas.

“Este pacote aumenta a pena que tenho das construtoras acreanas, que estão com passivos de recebimento, sem crédito e sem certidões. O perfil dessas obras não é acessível às empresas locais, que são médias e pequenas”, comentou um empresário ouvido pelo Portal.

Segundo o empresário, a maioria das obras anunciadas conta com recursos federais e será executada por órgãos como o Dnit.

“Olha, pelo o que vi, essas obras talvez interessem a alguma empresa de Manaus”, alfinetou.

No meio da classe empresarial é quase unanimidade que o pacote de obras carece de potencial de gerar os empregos prometido, pois a maioria é de de infraestrutura.

De acordo com a categoria, o governo tem que, primeiro, resolver a situação dos contratos pendentes e pagar as empresas, para que elas possam recuperar a capacidade de execução.

“Mas tem que ver que estas obras não serão executada tudo ao mesmo tempo. Mesmo que consigam fazer tudo, será durante os quatro anos. Há coisas impossíveis, como construir pontes e ramais, que nem têm projetos nem dinheiro”.

Hugo Costa

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