O negócio é resistir sem desistir

O negócio é resistir sem desistir

Por Leonildo Rosas

Como faço jornalismo militante, alternativo e sem fim lucrativo, confesso que, por diversas vezes, pensei em parar a produção de matérias e vídeos para as minhas redes socais para o www.portaldorosas.com.br.

Digo isso porque é preciso muito trabalho, dedicação, compromisso e cuidado para se manter focado naquilo que acredito.

Também é preciso ter coragem.

Nos últimos anos, tenho acumulado uma série de processos. Ganhei a maioria, mas tive alguns reverses.

Pagar advogados sem ter receita não é coisa fácil, mas é necessário. Faço esse esforço e conto com ajuda de poucos amigos para essa proteção jurídica.

Fazer o que faço é prazeroso, mas traz desgastes, principalmente familiares. 

Como disse anteriormente, sempre penso em parar. Mas há uma força estranha que me impede .

Só que dá o breque não é tarefa fácil. Além de não trazer felicidade, gera a impressão de covardia.

Gosto de ser feliz. 

Detesto ser covarde.

Quando recebo ameaças ou notificações como as que recebi hoje, com um governador do Estado pedindo a penhora do único imóvel no meu nome, em 55 anos de vida, as forças retomam.

A disposição para continuar firme duplica. É sinal de que estou no melhor caminho, mesmo não sendo uma trilha remunerada.

Sei que a efetivação da penhora dificilmente será concretizada. Há lei que me ampara.

Mas revela que há uma luta, sozinho, contra forças poderosas. Como pode um magistrado tomar uma decisão dessa sem analisar todos os ângulos da questão?

Não faço do jornalismo meio para extorquir ou vender a minha alma. 

Faço para escrever e falar sobre aquilo que acredito.

Desafio a qualquer pessoa a procurar algo que desabone a minha conduta de vida.

Notícias plantadas por adversários estão cheias nas redes sociais.

Uma delas, escrita por um ser humano que ajudei a salvar a vida, que paguei fiança para não ser preso, espalhou que eu empreguei diversos parentes na administração pública.

De fato, havia muita gente como meu sobrenome. Nenhuma era minha parente. Eram Rosas, mas passei a carregar os espinhos de um outro colega de trabalho.

O homem é refém da sua história.

Caráter é destino.

Talvez seja difícil para algumas pessoas entenderem uma militância solitária.

Não pedi, não peço é não vou pedir ajuda de companheiros ou companheiras. Só não vou descartar se um dia vier.

Não ajo a serviço de outra coisa que não seja a minha consciência e a minha opção militante de vida.

Trabalho sem apoio ou vinculo financeiro de partido ou grupo politico. Às vezes me sinto um Dom Quixote lutando contra os moinhos de ventos que aparecem diariamente.

Tenho filhos sanguíneos e adotados pelo coração. São sete ao todo.

Nenhum vai carregar a vergonha de ter convivido com um covarde, com alguém que aproveita a capacidade que tem para extorquir a quem quer que seja.

Governos e o governadores medíocres como o que estão no Acre e no Brasil passarão. Nós passarinhos.

Julgadores com decisões questionáveis, aos poucos, serão desmascarados É bom que diga que não estou colocando em xeque a integridade de quem me julgou ou julgará.

Falo sobre o que vejo nesses tempos tenebrosos. Sobre condenações, há mecanismos para recursos. É o que farei no caso específico.

Veja o que estão acontecendo com  o ex-paladino da moralidade chamado Sérgio Moro.

O Judiciário brasileiro está repleto de Moros.  

O Acre é Brasil. 

Por isso resisto. 

Por isso insisto na luta.

Aqui é a minha casa.

Não vou sair ou desistir. 

Vou resistir. 

Quem quiser continuar na resistência, aceito companhia.

Leonildo Rosas

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