No Acre, governo fecha hospital, mas se finge de cego nas filas da Caixa Econômica e Receita Federal

No Acre, governo fecha hospital, mas se finge de cego nas filas da Caixa Econômica e Receita Federal

Não eram seis horas da manhã quando um gigantesca fila se formou em frente a uma das agências da Caixa Econômica Federal. A aglomeração pôde ser vista nas outras unidades do banco.

São pessoas correndo para garantir o recurso emergencial de R$ 600 aprovado pelo Congresso Nacional, que está sendo pago pelo governo federal.

Situação semelhante foi registrada em frente ao prédio da Receita Federal, com pessoas se amontoando em fila para regularizar o CPF a fim de se habilitar ao benefício.

Tanta gente junta não é recomendada em tempo de pandemia, mas nem a direção da Caixa e muito menos da Receita parecem se preocupar com a situação.

Os dirigentes das instituições aparentemente agem com normalidade em tempos anormais.

Não seria demais alguns servidores chegarem mais cedo para organizar a muvuca, tentar conscientizar às pessoas sobre os riscos que todos correm de contaminação.

Mas, se as instituições não fazem esse trabalho, o governo do Estado, que detém o monopólio da força, não pode assistir tudo passivamente.

As aglomerações acontecem a pouco metros do local onde o governador Gladson Cameli trabalha. É impossível que não veja. É inadmissível que não aja.

Até agora, guardadas as limitações e omissões, o governo tem agido correto no combate à propagação do coronavírus.

Mas tem coisas que não passam despercebidas.

O mesmo governo que parece omisso com as aglomerações encerrou o atendimento ambulatorial na Fundhacre, alegando o risco de contaminação.

Em tese a decisão é acertada, mas não pode haver dois pesos e duas medidas.

De repente ficou a impressão de que os problemas em saúde do Acre ficaram limitados à Covid-19. Não se vê ou se ouve reclamação sobre os outros problemas.

Uma hora conta vai chegar. Pode esperar. O momento é de manter hospitais abertos e menos gente em filas.

O governo tem o dever de montar estratégia de atender os pacientes de outras doenças, pois é claro que o mundo não se resume em Covid-19.

Leonildo Rosas

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