MPAC produz campanha de conscientização sobre coronavírus para indígenas

MPAC produz campanha de conscientização sobre coronavírus para indígenas

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) lançou no início do mês de maio, a campanha ‘Isolamento Social Salva Vidas’, que busca conscientizar a população sobre a importância do isolamento social como forma de conter a propagação e contágio do novo coronavírus.

Com o apoio de líderes indígenas e das prefeituras, a instituição leva a campanha “Isolamento Social Salva Vidas” também para as aldeias e municípios do Acre.

A intenção é fazer com que informações sobre o coronavírus seja compartilha nas comunidades indígenas e pelo maior número de pessoas no interior do Acre. A mensagem voltada para os indígenas foi extraída de uma cartilha produzida pela Universidade Federal do Pará, que foi adaptada e traduzida para diversas etnias do estado.

O Acre tem aproximadamente 19 mil indígenas, que vivem em 35 terras indígenas, distribuídas em 12 municípios, ocupando 14,5% do território do Estado. Ao todo são 15 etnias: Madija, Manchineri, Ashaninka, Jaminawa, Jaminawa Arara, Apolima Arara, Kuntanawa, Shawãdawa, Huni Kui, Yawanawá, Shanenawa e Noke Koi, pertencentes a três famílias linguísticas: pano, aruak e arawá.

A mensagem, gravada nas línguas hãtxa kuin, kaxinawa e outras, traz uma explicação sobre a Covid-19, de forma clara, sem uso de termos técnicos, para que os indígenas compreendam e possam se proteger.

A iniciativa leva em consideração as recomendações sanitárias de enfrentamento ao coronavírus, bem como os decretos dos governos estadual e municipais para que a população fique em casa e evite ao máximo ir às ruas.

A procuradora-geral de Justiça, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, relata que o MPAC vem atuando de forma uniforme e integrada junto ao governo do Estado, prefeituras e autoridades de saúde no combate ao coronavírus, e que essa campanha é mais uma forma de alertar a população para a gravidade da situação.

Sobre a inovação de traduzir a campanha para línguas indígenas, Kátia Rejane enfatiza que é uma forma de respeito e cuidado com os povos originários que vivem no Acre.

“Entendemos que essa é nossa contribuição para fazer com que todos tenham acesso as informações sobre o novo coronavírus e possam se proteger. Temos muitos municípios no Acre em que os indígenas são maioria, nossa intenção foi tornar essa mensagem tão importante acessível para eles”, disse a procuradora-geral.

Desde o começo da pandemia, o MP acreano tem contribuído com a disseminação de informações confiáveis para a população, criou um hotsite e têm desenvolvido campanhas educativas, comunicados e utilizado seus canais de comunicação para informar sobre o novo coronavírus.

Andréia Oliveira – Agência de Notícias do Acre

Leonildo Rosas

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