Médicos e enfermeiros recusam-se a fazer plantão extra e crise no Huerb se agrava

Tentando dar resposta ao alerta dado aqui no Portal do Rosas sobre o caos que pode aumentar no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), com o fim dos contratos emergenciais agora no fim de outubro, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), apressou-se em anunciar a contratação dos aprovados no concurso simplificado.

A convocação, porém, está longe de resolver o problema. A crise é grande no chamado pronto-socorro.

A situação na unidade de saúde só se agrava, pois os médicos e enfermeiros com contrato emergenciais estão recusando-se a fazer plantões extras.

A recusa é explicada porque, por lei, o recebimento dos plantões seria em novembro. Como estarão sem contratos, temem levar o calote.

O Portal do Rosas teve acesso às escalas e comprovou que há várias brechas.

Na sexta-feira, não havia médico cardiologista para fazer atendimento a quem tivesse problema no coração, porque os emergenciais estão cumprindo a carga horária normal.

Na parte da tarde não havia médico na classificação de risco. Na emergência clínica, de 10 médicos, somente dois têm contratos efetivos no Estado.

Há setores importantes que precisam funcionar com dois enfermeiros, mas estão funcionando apenas com um.

São setores de emergência clínica, de observação e de classificação de risco, que são para ter dois enfermeiros, mas estão apenas com um.

No total, há mais 400 profissionais com contratos emergenciais em várias unidades do Estado. No Huerb tem cerca de 60.

Segundo fonte, o melhor remédio para a população é não adoecer, como se isso fosse possível.

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