Leo de Brito questiona possível desperdício de 6,8 milhões de testes da Covid-19 e estoque de cloroquina

Leo de Brito questiona possível desperdício de 6,8 milhões de testes da Covid-19 e estoque de cloroquina

O deputado federal Leo de Brito (PT-AC) protocolou junto à mesa diretora da Câmara dos Deputados, pedidos de informações destinados ao Ministério da Saúde e Ministério da Defesa, sobre o anúncio do vencimento do estoque de 6,86 milhões de testes de Covid-19 em dezembro deste ano, e também acerca do estoque de cloroquina fabricado sem destinação, pelo Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército.
 

As informações foram veiculadas por grandes veículos de comunicação do país e tiveram importante repercussão em âmbito nacional. As notícias dão conta que 6,86 milhões de testes de Covid-19 comprados pelo Ministério da Saúde podem ser descartados por prazo de validade. O estoque em questão vence em dezembro deste ano e janeiro de 2021.
 

Ainda segundo noticiado, o Sistema Único de Saúde (SUS), aplicou cinco milhões de testes desse tipo, o que significa que o País pode acabar descartando mais exames do que já realizou até agora. Ao todo, a Saúde investiu R$ 764,5 milhões em testes e as unidades para vencer custaram R$ 290 milhões – o lote encalhado tem validade de oito meses.
 

“Estamos vivendo uma segunda onda da pandemia do coronavírus no Brasil, com alta de casos em vários estados, pedimos que o Ministério da Saúde informe à população sobre as providências que serão adotadas no sentido de entregar os testes antes de vencerem, já que até o presente momento o MS apenas declarou que distribuiu os exames a partir de demandas dos Estados. Não podemos assistir calados a mais essa ingerência grave em relação à condução da pandemia no nosso país”, afirmou o parlamentar.  
 
 
Sobre a produção de 3,2 milhões de comprimidos de cloroquina, o parlamentar pediu informações ao Ministério da Defesa, uma vez que o Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército (LQFEX) atendeu determinação do presidente Jair Bolsonaro para que a corporação fabricasse esse medicamento, cuja eficácia científica é contestada.
 

Segundo informações, o estoque de cloroquina encontra-se parado, em aparente desperdício e sem destinação, e este lote corresponde a 12,38% da produção do ano.

“O Governo Federal precisa se pronunciar sobre as circunstâncias de desperdício do estoque e do custo de mais de 1,1 milhão na fabricação de cloroquina, entre insumos e embalagens”, finalizou Leo de Brito.

Assessoria

Leonildo Rosas

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