Lambança do governo no Idaf pode isolar o Acre e trazer prejuízo incalculável para a pecuária acreana; estado terá que ficar livre de aftosa sem vacinação em novembro

Está faltando alguém chegar e aplicar uma vacina de lucidez no chefe do Poder Executivo estadual.


Desde que tomou assento na cadeira de governador do Acre, Gladson Cameli cometeu várias ações que estão longe de ser as de um homem lúcido.

Quando pegou a caneta, antes de embarcar para os Estados Unidos, e promoveu um festival de demissões, deixou o Estado praticamente desprotegidos no tocante à defesa sanitária animal. E comprometeu o futuro da economia acreana.


Nessa leva de degolas, por puro revanchismo político, demitiu mais de 60 comissionados do Instituto de Defesa Agroflorestal (Idaf). Foi uma grande cabeçada.


Essa foi a decisão mais errada que poderia tomar. O Acre se prepara, depois de muito trabalho técnico e político, para se transformar em área livre de aftosa sem vacinação.

Esse é um salto gigante e há décadas esperado pelos produtores.


Mas, por falta de lucidez, esse objetivo está cada dia mais longe de ser alcançado.

O governo Gladson Cameli deixou se cumprir com as suas obrigações de reestruturar o órgão. Muito pelo contrário. Tem se empenhado em torná-lo curral de emprego.


O resultado é que os prejuízos serão incalculáveis para o setor que majoritariamente apoiou a eleição do governador.


Em 2017, foi lançado um plano estratégico pelo Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) com vistas à retirar a vacinação do rebanho bovino brasileiro.


Esse plano se faz necessário para abrir mercados para o comércio exterior, pois hoje apenas o estado de Santa Catarina é livre de aftosa sem vacinação e pode, por exemplo, exportar para o mercado asiático, que paga até quatro vezes a mais do que os outros continentes.


Os estados foram divididos em blocos, com características semelhantes de geografia, barreiras naturais e tipo de comercialização de bovinos.


Junto com Rondônia, o Acre era para retirar a vacinação em maio. Como não foi possível, por falta de investimentos, a data foi transferida para novembro.


Técnico consultado pelo Portal do Rosas disse que é praticamente impossível o Acre atingir a meta, pois a situação no órgão só piorou, de janeiro até agora.


Segundo o especialista, os prejuízos serão incalculáveis, haja vista que os produtores acreanos ficarão praticamente isolados.


“Rondônia, certamente, conseguirá. O Peru e a Bolívia já são áreas livre de aftosa sem vacinação. Restará ao Acre o isolamento e o prejuízo dos produtores”, lamenta.


Provavelmente pressionado pelos fatos, o governador em exercício, Wherles Rocha, voltou a nomear 18 técnicos, mas as renomeações são insuficientes para o tamanho do desafio.


“Teremos nova auditoria nos próximos dias. É quase certo que ficará comprovado que não atingimos as metas. Será um desastre”.

Órgão à deriva
Desde o inicio do ano, o Idaf está à deriva e servindo para alguns apaniguados políticos se jactarem às custas do erário.


Essa é a denúncia que chega ao Portal do Rosas, por meio de mensagens quase diárias.

Segundo os denunciantes, chefe de gabinete acompanha o diretor-presidente à viagens oficiais ganhando diárias como se fosse assessora, sendo que a função não existe no organograma do órgão.


Os denunciantes centram fogo no diretor-administrativo Alírio Wanderley Neto, que se diz primo do governador. Ele, de acordo com as denúncias, faz viagens constantes para fora do Estado sem a devida justificativa, haja vista que os compromissos seriam para outra área.


“Todos os administrativos estão viajando direto, enquanto o corpo técnico não é reconhecido”, diz um dos denunciantes.


Segundo os denunciantes, o Ministério Público deveria verificar a quantidade de diárias pagas no Idaf, para comprovar as supostas ilegalidades.


“O setor produtivo está apavorado com o tamanho da irresponsabilidade para com um órgão tão importante como o Idaf. Considerando o momento sensível e importante de retirada da vacina contra a febre aftosa batendo às portas do Acre”.

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