Laboratório Charles Mérieux completa quatro anos em meio à pandemia do coronavírus

Laboratório Charles Mérieux completa quatro anos em meio à pandemia do coronavírus

Instalado ao lado da Fundhacre, o Laboratório de Biologia Molecular Charles Merieux era pouco conhecido da população até o surgimento da pandemia do coronavírus.

Desde então, o laboratório passou a ser citado diariamente na imprensa acreana como uma referência. Nele são feitos exames, além de Acre, de pessoas de Rondônia, Amazonas e até da Bolívia.

Hoje, esse laboratório tão importante para o Acre é região, completa quatro anos de instalação no Acre.

A inauguração aconteceu na tarde do dia 19 dia de abril de 2016, pelo então governador Tião Viana.

Os equipamentos de alta tecnologia instalados no Acre foram importados da França, incluindo uma rede de filtros de ar especializada com bloqueio de partículas que impede que as amostras de micro-organismos analisadas sejam contaminadas.

A unidade acreana tem o mesmo padrão das demais encontradas em outros países, com investimentos que chegam a um dois milhões de euros.

Na solenidade de inauguração, Viana disse: “Isso vai permitir a pesquisa para descoberta de novas formas para combater o vírus das hepatites que afetam milhões de brasileiros. É um grande passo na história da saúde pública da Amazônia”.

Sobre a Fundação Merieux – A Fundação Merieux é o setor filantrópico da holding francesa Merieux que desenvolve atividades na área de saúde em países em desenvolvimento, arcando com as despesas de infraestrutura e compra de equipamentos, e acompanha durante três anos, em média, o funcionamento dos laboratórios.

A instituição está presente no Haiti, Laos, Bangladesh, Camboja, Madagascar, Mali e Líbano, e iniciou suas atividades no Brasil na década de 1970, quando o país registrou um surto de meningite. Além do Acre, apenas a Bahia foi escolhida no país para receber seus investimentos.

Fundação Mérieux possui uma longa tradição de intercâmbio e cooperação franco-brasileira no campo da saúde. Este laço histórico começou em 1974, quando o Dr. Charles Mérieux, fundador e presidente da Fundação Mérieux na época, tomou conhecimento da epidemia de meningite A que assolava o País. Ele foi imediatamente para Brasília e se reuniu com o Ministro da Saúde, Paulo Almeida Machado.

A Fundação Mérieux uniu as suas forças com o Instituto Mérieux (hoje Sanofi Pasteur) para conter aquela epidemia. Seu filho, Alain Mérieux, presidente do Instituto Mérieux, decidiu construir uma unidade de produção de vacinas contra a meningite, que permitiu em 1975 a vacinação de toda a população do Brasil, ou seja 103 milhões de vacinas. Uma ponte aérea foi estabelecida entre Lyon e as grandes cidades brasileiras para implantar a maior operação de saúde pública já realizada.

Leonildo Rosas

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