Jair Bolsonaro perdeu o pudor

Jair Bolsonaro perdeu o pudor

Mamede Said

Texto extraído do Facebook

Jair Bolsonaro perdeu inteiramente o pudor. Depois de demitir Mandetta do Ministério da Saúde dizendo que ele é quem manda, interferiu na Polícia Federal e determinou a exoneração de seu diretor-geral, à revelia de Sérgio Moro. De forma covarde, colocou no decreto de exoneração que a saída de deu “a pedido” – o que o ex-diretor já desmentiu.

Tudo para proteger os filhos Eduardo e Carlos Bolsonaro, depois que delegados e agentes da PF apuraram que parte deles a produção diária de fake news, sua disseminação (disparos em massa) e a destruição de reputações contra os que se opõem ao pai. As milícias digitais foram criadas e são mantidas pelos filhos problemáticos, que mandam mais que os generais que, iludidos, pensam que servem à Pátria quando servem mesmo é a um presidente sem compostura.

As revelações do inquérito aberto pelo STF no ano passado sobre ameaças a ministros da Corte vão se cruzar, agora, com o inquérito instaurado a pedido da Procuradoria Geral da República que vai apurar a organização e o financiamento dos atos que pedem o fechamento do Congresso e do STF, intervenção militar e a volta do AI-5. Com a interferência na PF, Bolsonaro pensa que será capaz de desarmar a bomba.

Tempestade perfeita: um presidente que se utiliza do cargo para proteger os filhos delinquentes, mesmo que isso custe sua reputação diante da horda de fanáticos que acha que ele combate a corrupção e quer o bem do país. À interferência na PF se soma os conchavos com os líderes dos partidos que compõem o Centrão (visando isolar Rodrigo Maia), todos condenados por corrupção e ávidos por beliscar pedaços do Estado.

Um novo momento se abre, pois, no governo: o do bolsonarismo despudorado. Sem dissimulação e sem máscaras, um governo com a cara, o atrevimento e a insolência de Jair Messias Bolsonaro.

Leonildo Rosas

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