Até dezembro de 2010, a Saúde Pública do Acre não realizava procedimentos que envolvessem cirurgia de coração e cateterismo, embora houvesse avanço significativo no sistema.

As pessoas que precisavam, eram obrigadas a recorrer ao Tratamento Fora do Domicílio, TFD, ou bancar as despesas em outros estados.

A partir de 2011, com a posse do médico Tião Viana como governador, a situação começou a mudar.

Até o fim do ano de 2018, foram realizados mais de oito mil procedimentos, entre cirurgias mais invasivas e o cateterismo. Milhares de vida foram salvas.

A empresa contratada, dentro da legalidade, faturou cerca de R$ 23 milhões durante os anos de trabalho.

Na gestão de Tião Viana foi quando mais se investiu e se criou serviços na história do Acre.

Embora a Constituição determine um gasto de 12% do orçamento, o governo chegou a gastar R$ 18%.

O Acre era o terceiro estado que mais gastava em Saúde, por habitante.

Esse tema de cirurgias cardíacas veio à tona com a ameaça da Diocese de Rio Branco, responsável pelo Hospital Santa Juliana, de não renovar o convênio que mantém com o governo do Estado ha anos.

Semana passada uma pessoa morreu por falta de um cateterismo no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Era primo do governador Cameli.

Um filho se acorrentou em frente ao Huerb clamando por cateterismo para o pai.

Com o coração não se brinca.

Nem se faz politica.