Governo anuncia pacote de investimentos de R$ 200 milhões, mas só tem pouco mais de R$ 3 milhões para obras

Governo anuncia pacote de investimentos de R$ 200 milhões, mas só tem pouco mais de R$ 3 milhões para obras

E a montanha pariu um rato.

A frase do pensador italiano Horácio cabe como uma luva no propalado anúncio pacote de obras do governo do Estado, em parceria com a prefeitura de Rio Branco.

O tal pacote parece muito mais um embrulho malfeito em papel de engodo.

A imprensa aliada do governador disse que tal pacote terá de duzentos milhões de reais em obras.

Essa é a expectativa.

Acontecerá, pós pandemia do coronovírus, se as licitações forem realizadas.


O que não fácil, principalmente em um governo especialista em pegar carona e em dispensar os procedimentos licitatórios.

Mas aqui cabe um parênteses.

As licitações talvez saiam porque o governador parece ter colocado na Secretaria de Infraestrutura pessoas mais focadas no trabalho do que nos holofotes da mídia.

Nas pretensões e picuinhas políticas.

Sem nada para mostrar, o ex-secretário se vangloriava de uma obra em execução em território de Rondônia.

Iniciada no governo de Dilma Rousseff, a ponte sobre o rio Madeira está paralisada no governo Jair Bolsonaro.

A nova equipe da Secretaria de Infraestrutura demonstra estar mais focada.

Isso é bom.
Muito tempo foi pedido, muitos empregos deixaram de ser gerados.

Nunca é demais lembrar que, no ano passado, Gladson Cameli anunciou que iria fazer oitocentos milhões de reais em obras.
Fez um carnaval midiático.

Não é preciso dizer que nada foi feito.
Agora, ele reduziu em quatro vezes o valor anunciado.

Mas duzentos milhões de reais é um bom dinheiro.

Ocorre que as obras que estão em andamento acontecem com os recursos deixados pelo governo anterior.

A atual administração não teve competência para fazer licitação.
Quem sabe a partir de agora as coisas deslanchem.

Mas está acontecendo algo nunca antes visto na história do Acre.
Estão querendo brigar com o maior engenheiro do Estado: o engenheiro verão.

Num claro contrassenso, o governo vai licitar no verão, para iniciar as obras no inverno.

Ou seja: dificilmente as empresas irão trabalhar neste ano de 2020.
A chuva não vai deixar.

A quebradeira, que já é grande, vai aumentar.

Voltando ao embrulho anunciando.

Dos falados duzentos milhões de rais, de concreto, existem apenas três milhões e quinhentos mil.

O que é muito pouco para tanto foguetório.

Para se ter uma ideia, uma única obra, que será feita com dispensa de licitação em Cruzeiro do Sul, tem valor superior a isso.

O hospital de campanha do Juruá saíra por quatro milhões de reais.

A obra será realizada pela empresa de um dos primos do governador.

Ficará tudo em casa.

Mais uma vez, este ano a construção civil, caminha para buraco.
Governantes que se pressa não pode optar pela distribuição de sacolão como política pública prioritária.

Tempo para licitar e trabalhar com transparência houve de sobra.

Infelizmente, o que falta ao governo é gestão.

Dinheiro tem, inclusive sendo devolvido pela ineficiência governamental.

Parceria de governo com prefeitura sempre é boa.
Quando é sincera e leal, a população sai ganhando.
Mas as coisas têm que ser feita com base na verdade, para não gerar falsas expectativas.

Seria bom falar de Rosas, mas as coisas estão espinhosa demais.

Vamos lá.
Mãos à obra.
Valeu!

Leonildo Rosas

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