Todos os anos era a mesma história.

O Rio Acre enchia no inverno, as águas invadiam as casas, as pessoas eram obrigadas a sair para abrigos preparados pela prefeitura e o governo do Estado.
Este ano, o rio ganhou grande volume de água novamente. Pouco se ouviu falar em pessoas desalojadas de suas residências.
Essa mudança pouco foi falada, mas merece uma reflexão.
Nada é obra do acaso.
É fruto de uma política habitacional, que retirou milhares de família das áreas de risco para lhe dar uma moradia decente.
Durante os oitos anos de mandato como governador, Tião Viana entregou 14 mil casas. Mais de três mil na Cidade do Povo.
A Cidade do Povo é um projeto ousado. Conta com ampla infraestrutura, como delegacia, escolas, creches e praças esportivas.
A frente do tempo, a Cidade do Povo tinha a previsão de contar com 10.518 casas, mas os imprevistos e as covardias da política impediram a sua concretização.
Incentivados pelos o que agora estão no poder, setores do Judiciário, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal desencadearam uma operação covarde, que levou à cadeia empresários e agentes públicos.
Nunca provaram nada.
Os acusados foram inocentados, mas as suas empresas não resistiram ao golpe.
Também com o apoio dos atuais detentores do poder, uma presidenta honesta e legitimamente eleita, foi caçada e cassada para pôr na presidência da República alguém que nunca olhou para o Acre.
Michel Temer acabou com o programa Minha Casa Minha Vida. A Construção Civil baqueou.
Esta semana, o rapaz Cameli, que apoiou Temer e apoia o atual presidente, anunciou que pretende construir mil casas.
Não falou de onde vem o dinheiro.
Não sabe nem se tem projeto.
A diferença de mil para 14 mil é grande.

As imagens são do craque Pedro Devani.