Gladson e Rocha, não há abestado no jogo do poder

Gladson Cameli declarou que engana-se quem pensa que ele é abestado.

Nesse caso o rapaz tem razão.

Pensar isso de uma pessoa que se elegeu duas vezes deputado federal, uma vez senador e ganhou para governador é fazer um julgamento muito errado.

Cameli pode até ser incompetente e pouco afeito a pegar no pesado, mas está longe de ser besta.

É sabido até demais.

Cheio de sabedoria, chegou a pensar que o abestado estaria ao seu lado.

Por isso, tratou de lançar o nome do seu vice a prefeito de Rio Branco.

O jeito sabido de Cameli, ao tentar se livrar da figura incômoda e cheia de sede de poder de Wherles Rocha, até daria certo se o vice também fosse abestado.

Só que Rocha percebeu o “excesso de inteligência” do seu aliado.

Tratou de dizer que não tem interesse em ser prefeito.

Nesse jogo está claro que os abestados são aqueles que assistem ao jogo de alianças calçadas em interesses pouco republicanos.

Em menos de cinco meses, as entranhas do poder são evisceradas de maneira quase que despudorada.

Os interesses individuais e familiares têm falado mais alto do que os da sociedade.

Secretarias foram loteadas como se não fossem terrenos da alçada pública.

O nepotismo cruzado e direto é regra, em gritante afronta à legislação.

Casamento por conveniência dificilmente chega às bodas de ouro.

Quando lançou Rocha a prefeito, Cameli externou aquilo que fica evidente: ele quer se livrar do vice.

Só não vê quem não quer.

Como diria a velha música, “Besta é tu, besta é tu, que não vê esse mundo”.

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