Família do governador tem contratos milionários no ramo de energia elétrica

Família do governador tem contratos milionários no ramo de energia elétrica

Inventor da energia elétrica, em 1752, Benjamin Franklin ilustra a mais valiosa moeda internacional e de mais alto valor americano: a nota de 100 dólares.

Franklin é, portanto, símbolo de dinheiro.

A sua invenção também.

Os temas energia e dinheiro ganharam destaque esta semana, com a proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa, para apurar os preços abusivos praticados pelas subsidiária responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Acre, a Energisa.

Apresentado pelo deputado comunista Jenilson Lopes, o pedido logo ganhou as assinaturas de 17 deputados, inclusive de integrantes da base aliada.

Tudo pronto para a instalação. Mas, de repente, se iniciou a debandada. Vários parlamentares retiraram a rubrica do documento.

Toda a mobilização foi comandada pelo líder do governador Cameli, Gehlen Diniz.

Mas do que Cameli tem medo?

O que justifica o governador agir contra algo que conta com amplo apoio popular?

Mas sempre pode ter algo que fica no escuro.

Vamos tentar clarear.

É importante o leitor saber de algumas coisas.

Uma delas é que a família do governador Cameli ganha muito dinheiro no ramo de energia no Amazonas e no Mato Grosso.

É coisa de bilhões.

Em fevereiro do ano passado, a Construtora Etam, em consórcio com a Oliveira Energia Geração e Serviços, assinou três contratos com a Amazonas Distribuidora de Energia, no valor mensal de R$ 206,3 milhões, para fornecer energia às comunidades amazonenses isoladas.

Esses contratos podem ser renovados por até 192 meses. Por 16 anos.

Nessas coincidências pouco coincidentes, a Oliveira Energia Geração e Serviços arrematou, em leilão, a Amazonas Distribuidora, assim como a Energisa arrematou a Eletroacre.

Os negócios da família no ramo de energia não ficam restrito ao Amazonas.

Os irmãos do governador, Gledson e Eládio Júnior, são sócios de uma Pequena Central Hidrelétrica no Mato Grosso, a Germat – Geradora de Energia do Estado do Mato Grosso.

Eles vendem energia.

No Mato Grosso, a maior compradora e geradora de energia é a Energisa, essa mesma que comanda tudo aqui no Acre.

Uma CPI no Acre abriria a porteira para novas investigações pelo Brasil a fora. Poderia chegar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O risco de causar curto-circuito é grande.

Nem um movimento é feito em vão.

Benjamin Franklin descobriu a energia empinando uma pipa, que para os acreanos é pepeta.

E a pepeta da CPI tem tudo para pegar vento.

Hugo Costa

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