Evaporou a palavra de Gladson Cameli de retirar o ICMS dos combustíveis

A pergunta é: até quando Gladson Cameli vai continuar tratando o governo sem a devida seriedade?

Semana passada, o presidente Jair Bolsonaro fez um blefe demagógico dizendo que retiraria os impostos dos combustíveis se os governadores retirassem o ICMS dos mesmos produtos.

Sem saber nada sobre o assunto, Cameli declarou que aceitava o desafio e os combustíveis no Acre seriam isentos do imposto.

Mais um rompante, um blefe, uma profunda falta de conhecimento.

O pior é que esse rompante ganhou combustível nos motores da imprensa amiga do governo e nas fakes news de redes sociais.

Um estado pobre como o Acre não pode abrir mão de uma receita anual aproximada de R$ 300 milhões.

Hoje, em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não resistiu à pressão dos governadores e pôs água fria na fervura populista de Bolsonaro.

Guedes declarou que não há condição de fazer o que o presidente disse. Empurrou a história para o debate da reforma tributária.

Mas os governadores não se deram por satisfeitos. Querem uma retratação pública do Bolsonaro, haja vista que ficaram mal nas suas bases.

Na verdade, no caso do Acre há pegadinha.

Contrariando o discurso de que iria retirar o ICMS da gasolina e do diesel, Gladson Cameli parece manter os preços dos combustíveis artificialmente elevados, para efeitos de tributação, com a finalidade de arrecadar mais imposto.

Sob o pretexto de que os preços coletados nas bombas foram em média em torno de R$ 5,03 (gasolina C e gasolina aditivada) e R$ 4,62 (diesel S10) e R$ 4,699 (óleo diesel), o governo do Estado cobra do cidadão acreano, principalmente dos residentes na capital, o ICMS com base em preços inexistentes nos postos de combustíveis.

Nesse aspecto, resta saber se a metodologia adotada por Gladson e sua equipe econômica apresenta consistência, se realmente a verificação de preços leva em conta cem por cento dos postos de combustíveis ou se os preços para cobrar o ICMS não puxa a conta para o lado do governo.

Não custa lembrar que aproximadamente 65% da frota de veículos em circulação no Estado estão em Rio Branco, não sendo razoável que se apresente como justificativa os preços praticados no interior do Estado.

Ficou provado que não passou de bravata ou engodo o discurso governista de diminuição de preço da gasolina via redução do ICMS.

Cameli, aliás, já anunciou que necessita de contrapartida do governo federal para retirar o imposto.

Leva a sério o teu trabalho, rapaz!

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