Entidades médicas emitem nota contra contratação de médicos sem CRM e irão recorrer da decisão judicial

Entidades médicas emitem nota contra contratação de médicos sem CRM e irão recorrer da decisão judicial

Ainda vai ter rounds judiciais a decisão da Justiça Federal que permite que médicos formados no exterior e não têm CRM trabalhem durante a pandemia do novo coronavírus.

Em um longa nota, as entidades que representam os médicos, como o Conselho Regional de Medicina do Estado do Acre, Sindicato dos Médicos do Acre e a Associação Médica do Acre, afirmam que receberam com surpresa a decisão do governo, pois dizem estar alinhados com a Secretaria de Saúde, desde antes do primeiro caso de Covid-19,

“Estamos em reuniões constantes com a secretario de saúde Alyvon Bestene e com a secretária adjunta Paula Mariano para discutir estratégias, cobrar ações e acima de tudo auxiliar a Secretaria em tudo que é possível para o melhor treinamento da pandemia”, diz a nota

Segundo as entidades, nunca lhes foi exposta a necessidade urgente de contratação de médicos.

“Pelo contrário, somos nós, entidades médicas, que cobramos constantemente a contratação de médicos sem concurso efetivo no Estado e que querem a oportunidade de trabalhar e auxiliar o estado no combate à pandemia”.

As entidades destacam que decisão tem caráter liminar e agem entrarão com recurso o mais breve possível.

Apesar de favorável ao governo, explica a nota, a decisão está longe de conceder o direito de livre contratação.

Ela elenca, segundo as entidades. uma série de restrições e imposições ao governo para realizar a contratação de profissionais formados no exterior sem a devida revalidação.

“Deve ser feito edital de chamamento público esclarecendo quantidade de vagas temporárias e excepcionais a serem pravidas, os requisito de habilitação, os criterios de classificação, as atividades a serem desempenhadas e a remuneração”.

De acordo a nota, o mais importante a ressaltar que a decisão judicial impede a preferência para contratação de médicos como devido registro no CRM. Em seguida, caso ainda existam vagas es devem ser destinadas para profissionais formados no exterior sem revalidação, mas com experiência previa no programa mais medicos.

“Somente na hipótese de não completar o preenchimento das vagas que poder ser chamados os profissionais formados o exterior sem revalidação e sem experiência no Programa Mais Médicos. Estes ainda deverlo comprovar que estão devidamente habilitados a exercer a medicina no pas de sua formação”

Ressaltamos também que a decisão restringe o uso do trabalho desses profissionais para as unidades de pronto atendimento (UPAS) e durante a pandemia pelo Covid-19.

Leia a nota:

Leonildo Rosas

Related Posts

MPF, MPAC e DPU movem ação para melhorias no Programa Mais Médicos no Acre

MPF, MPAC e DPU movem ação para melhorias no Programa Mais Médicos no Acre

Programa Medicamento em Casa: veja quem tem direito e como ter acesso a este serviço da Prefeitura de Rio Branco

Programa Medicamento em Casa: veja quem tem direito e como ter acesso a este serviço da Prefeitura de Rio Branco

Instituto de Saúde criado por Gladson não garante empregos de funcionários Pró-Saúde

Instituto de Saúde criado por Gladson não garante empregos de funcionários Pró-Saúde

Tachado de inimigo, governo Cameli retira adicional noturno de servidores da Saúde

Tachado de inimigo, governo Cameli retira adicional noturno de servidores da Saúde

No Comment

Deixe uma resposta

Colunistas

Encontre-nos

Endereço
Av. Paulista, 123456
São Paulo, SP, CEP: 01311-300

Horário
Segunda—sexta: 9h–17h
Sábados e domingos: 11h–15h