Desconsiderando risco, servidores da Saúde recebem ordem para retornarem ao trabalho normalmente em meio à pandemia

Desconsiderando risco, servidores da Saúde recebem ordem para retornarem ao trabalho normalmente em meio à pandemia

Governador criticou presidente da Federação das Indústrias por anunciar medida semelhante

Gladson Cameli, segundo reportagem publicada na imprensa local, criticou duramente o presidente da Federação das Indústrias do Acre, José Adriano, por ter anunciado que irá mandar os servidores retornarem ao trabalho.

O governador teria dito: “O presidente da Federação das Indústrias tem que gerar empregos e parar de politizar a situação. Ali tem que parar de ser cabide de emprego e fazer a indústria funcionar no Acre”.

Cameli erra feio no discurso. Não se gera emprego com a economia parada, com o estado estagnado.

E o governo do Acre parou bem antes da pandemia. O que estava ruim, ficou péssimo.

Sobre cabide de emprego, o governo está recheado de parentes de políticos, inclusive muitos com os sobrenomes Lima e Cameli.

José Adriano também não está isento de críticas. Na pandemia, o setor da indústria não fez praticamente nada e reclama muito sem apresentar alternativas.

A Federação das Indústrias se aproximou do vice-governador Wherles Rocha e se afastou de Cameli.

Essa aproximação é um erro. Vice é vice. É como sargento na hierarquia militar: é um cabo com patente e um oficial frustrado.

Mas retornado ao motivo da crítica do governador a Adriano.

Cameli perde a moral para atacar porque situação idêntica está acontecendo no seu governo.

O secretário de Saúde, Alysson Bestene, determinou que todos os servidores retornem ao trabalho normal a partir de hoje.

Será o caos.

Prédio da Sesacre tem dois elevadores velhos, que estão sempre dando problemas.

Quem trabalha a partir do segundo andar, não usar as escadas com facilidade

Todos os dias há aglomeração de pessoas nos elevadores, que, além de velhos, não recebem limpeza.

Apertar o botão do andar já é um risco.

Não tem controle de entrada de pessoas. Entra quem quer.

Os servidores trabalham colados uns nos outros.

Não tem álcool em gel disponível.

Nenhuma orientação foi repassada para os servidores que estão indo trabalhar, aqueles que fazem parte dos chamados setores essenciais.

Foram pedir álcool e máscaras ao diretor administrativo? que disse: “Cada um compre a sua e traga seu álcool”.

É bom o governador olhar para dentro de casa.

Leonildo Rosas

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