De concreto, viagem a Ucayali revela a integração entre Wherles Rocha e acusados da G7

Vendido como grande novidade, o tal encontro empresarial em Ucayali, no Peru, não tem nada de novo.

Há 11 anos, quando era presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Edvaldo Magalhães trabalhou com determinação para concretizar o processo de integração.

Magalhães contou com o apoio do então governador Binho Marques, do senador à época Tião Viana e de Jorge Viana.

Vários compromissos foram firmados, mas esbarraram na burocracia.

Passada mais de uma década, estão querendo vender como novo um produto velho.

A novidade nessa história, porém, é outra: a viagem a Ucayali consagrou a integração entre o vice-governador Wherles Rocha e antigos acusados na malfadada Operação G7.

Em maio de 2013, o Acre amanheceu com a Polícia Federal batendo às portas de empresários e membros do governo.

Foi uma das operações mais covardes e sem base da história.

Muitos inocentes foram presos e tiveram as suas vidas expostas publicamente. Alguns morreram.

Felizmente, a Justiça absolveu a todos por absoluta falta de provas, mas o estrago estava feito.

À época, Wherles Rocha foi um dos críticos mais ferozes. Julgou e condenou inocentes. Vestiu camisetas que mandou confeccionar para expor os acusados.

É bom saber que os injustiçados também foram perdoados por um dos seus algozes.

O coração humano está sempre disposto a perdoar, ainda mais quando tem política e negócios envolvidos.

O Peru está fazendo milagre.

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