Gladson Cameli não cansa de surpreender. E são surpresas negativas.

Sexta-feira, em Sena Madureira, deu o que se pode chamar de punhalada no seu ex-líder na Assembleia Legislativa, Gehlen Diniz.

Ele, na verdade, provocou o seu correligionário.

Ao chegar no município, Cameli não conversou com os seus aliados locais.

Tratou se ir tomar café com o prefeito Mazinho Serafim, que não tem poupado crítica aos seu governo.

Diniz, que é do partido do governador, anunciou que pretende concorrer contra Serafim nas eleições do próximo ano.

O deputado e o prefeito podem fazer uma das disputas mais complicadas de 2020.

Ignorando isso, Cameli foi beijar a mão do prefeito.

E teve mais surpresa.

Cameli prometeu diversas vezes construir uma ponte ligando o 1º ao 2º distrito de Sena Madureira.

Mas parece ter havido mudança de plano.

No caminho para o Cazumbá-Iracema, os dois conversaram muito.

Estranhamente, o governador anunciou que fará uma enquete para a população decidir se quer a ponte ou 500 casas e pavimentação de ruas.

Fala em investimentos que somam R$ 40 milhões.

O pior é que nem dinheiro para isso tem.

Essa aproximação com Serafim vai trazer dores de cabeça a Cameli.

Em Sena Madureira tem grupos que é mais difícil juntar do que misturar água e óleo.