O Diário Oficial de hoje trouxe o que todos sabiam ontem.

Gladson Cameli apeou da Secretaria de Planejamento (Seplan) o indicado do deputado federal Alan Rick, Raphael Bastos.

Bastos já vinha balançando há muito tempo.

Cameli precisava dar uma resposta à sociedade, aos empresários e à própria equipe, que continua patinando.

Um dos principais motivos da degola é a demora para gastar o dinheiro deixado por Tião Viana.

O ex-governador deixou R$ 1,3 bilhão em caixa para o atual governo fazer investimentos.

Mas, para o recurso ser utilizado, precisa de celeridade e urgência na Secretaria de Planejamento, o que não vinha acontecendo.

A equipe liderada pelo afilhado político Raphael Bastos estava perdida na burocracia. Na falta de conhecimento da máquina.

Há muita gente reclamando da lentidão. Tanto do setor público quanto do privado.

A iniciativa privada quer dinheiro.

Mas existe demora nos processos de licitações. Até hoje não iniciou nenhum.

Nem mesmo das operações de crédito prestes a se encerrar.

Se aconteceu alguma licitação, a mesma não foi ao Diário Oficial, como manda a lei.

Está tudo travado.

O que foi contratado não está sendo executado por falta de liberação orçamentária.

Empresas responsáveis pelas obras realizadas nos quatro municípios de difícil acesso estão sem receber as medições.

As empreiteiras são dos primos do governador.

O problema, agora, é contornar a insatisfação do Alan Rick, que pegou a Seplan de porteira fechada.

O DEM, partido do deputado, fez ameaça de romper.

Ficará só na ameaça.

Bastos caminha para ser acomodado no gabinete do padrinho.