Bolsonaro pediu sinais do seu povo e caiu na própria armadilha. Por Moisés Mendes

Bolsonaro pediu sinais do seu povo e caiu na própria armadilha. Por Moisés Mendes

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Por Moisés Mendes

Bolsonaro deve decidir esta semana o que faz com a autorização que recebeu do seu povo. Nas manifestações de sábado e domingo, o sujeito foi incentivo a seguir em frente.

Cartazes e faixas diziam: “Nós te autorizamos, presidente”. Foi uma resposta ao apelo feito por Bolsonaro dia 14 de abril, no cercado do Alvorada, quando comentava as restrições de governadores e prefeitos contra a pandemia:

“O Brasil está no limite. Pessoal fala que eu devo tomar providências. Estou aguardando o povo dar uma sinalização”.

O povo da extrema direita que foi às ruas entendeu que Bolsonaro quer licença para fazer a intervenção militar. É o que ele insinua que quer.

Outros entenderam, porque está no mesmo pacote, que Bolsonaro quer fechar o Congresso, como pretendeu fazer com Sara Winter no ano passado.

O que se tem como novidade é a autorização. Está muito claro que Bolsonaro está autorizado a fazer o que quiser, e que seu povo quer medidas radicais.

O povo de Bolsonaro não quer vacina, não deseja o fim da pandemia e não se preocupa em salvar parentes, colegas e amigos. O que o povo de Bolsonaro quer é aglomeração e radicalização.

Autorizar Bolsonaro equivale a dizer: siga em frente com seu plano. Mesmo que o plano possa ser apenas o blefe.

Daqui a uma semana, se Bolsonaro não fizer nada, mesmo com a autorização que pediu, poderemos concluir que algo deu errado.

Bolsonaro fez um apelo que não poderia ter feito, e o seu povo acabou criando uma armadilha para o líder ao levar a sério o pedido.

Vamos acabar descobrindo, sem muito esforço, que tudo era na verdade outro blefe dentro do blefe do golpe.

Leonildo Rosas

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