Bolsonaro frustra Alan Rick e veta Revalida de médicos formados no exterior em universidades particulares

Bolsonaro frustra Alan Rick e veta Revalida de médicos formados no exterior em universidades particulares

Alegria de pobre, realmente, dura pouco. Cantada e prosa e verso por um grupo de políticos, a proposta de as universidades particulares autorizarem o Revalida para os médicos formados no exterior levou um potente golpe do bisturi presidencial.

Jair Bolsonaro não resistiu à pressão do Conselho Federal de Medicina (CFM) e extirpou esse dispositivo da lei de criação do Médicos Pelo Brasil, programa que propõe substituir gradualmente o Mais Médicos e contratar 18 mil profissionais para atuar em regiões mais pobres do País.

Na nova lei Bolsonaro o Revalida poderá agora ser realizado duas vezes por ano.  O presidente, no entanto, vetou trecho que permitia a revalidação em universidades privadas, de notas 4 ou 5 no Enade, de diplomas de profissionais formados no exterior.

A decisão de Bolsonaro praticamente fez o deputado Alan Rick chorar. Durante a Conferência Nacional da Frente Parlamentar Evangélica, o parlamentar acreano foi solenemente ignorado por Bolsonaro. 

Rick publicou parte do discurso do presidente na sua conta no Instagram e adiantou, sem saber de onde tirar votos, que o veto presidencial será derrubado.

https://www.instagram.com/p/B6OmKJ6hG3_/?igshid=du7kg4yvjwed

O governo deseja lançar edital em fevereiro para selecionar profissionais do Médicos Pelo Brasil. Ainda será definido quantos médicos serão enviados para cada cidade. Estima que 13,8 mil seguem ao Norte e Nordeste.

O primeiro nível salarial dos profissionais contratados pelo novo programa pode chegar até R$ 21 mil e R$ 31 mil. A variação depende do local de trabalho.

 Antes de entrarem de vez no programa, quando são contratados via CLT, os profissionais selecionados receberão bolsa de R$ 12 mil mensais líquidos durante dois anos de formação em Medicina da Família e Comunidade. Neste período, haverá ainda gratificação de R$ 3 mil para quem atuar em locais remotos e de R$ 6 mil para distritos indígenas, áreas ribeirinhas e fluviais. 

Os médicos serão selecionados por meio de processo seletivo eliminatório e classificatório. Serão escolhidos médicos de família e comunidade, além de tutor médico, para os cursos de formação.

Leonildo Rosas

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