Aluguel da PM em Porto Walter é pago pelo prefeito com requisição para proprietário fazer feira no supermercado

Se o problema da Segurança Pública é grande na capital, o que dizer da situação vivida pela população nas localidades mais distantes, no Acre profundo?

A julgar pelo o que acontece em Porto Walter, no Alto Rio Juruá, o caos também fez morada na pasta que foi delegada ao “especialista” na área Wherles Rocha, que hora ocupa a cadeira de vice-governador do Estado.

No município, há apenas um policial no efetivo. O ex-comandante foi transferido e o novo, embora tenha sido designado, ainda não apareceu para assumir o posto.

Para piorar a situação, o governo deixou de pagar o aluguel do imóvel onde funciona o destacamento da Polícia Militar desde julho do ano passado. Ficou devendo também agosto. 

O pagamento ao locatário foi assumido de forma inusitada pelo prefeito Zezinho Barbary (MDB).

Em vez de pagar com dinheiro, o que é regra na administração pública, o chefe do Executivo municipal está pagando com requisição para que o proprietário faça as suas compras no comércio local.

Além de não ser usual, a forma de pagamento pode ser ilegal, com o risco de gerar sérios problemas ao gestor, haja vista que a legislação exige que haja procedimentos administrativos calçados em parâmetros previamente estabelecidos.

Procurado pela reportagem, o proprietário do imóvel preferiu não se manifestar. Mas apuramos que todas as tratativas foram feitas com o vice-governador e que o prefeito se comprometeu a pagar o aluguel por meio de requisição para feira somente até dezembro do ano passado.

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