100 DIAS 100 GOVERNO 100 GOVERNADOR

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Por – Cesário Campelo Braga

Após o resultado das eleições 2018, que democraticamente conduziu Gladson Cameli ao governo do estado do Acre, foi noticiado por todos os jornais, páginas de Facebook e grupos de WhatsApp que o governador eleito estava preparando um plano para os primeiros 100 dias de gestão. O plano não foi apresentado, mas mesmo assim a expectativa da população foi grande, principalmente, em decorrência das várias propostas apresentadas durante o processo eleitoral e do discurso do governador, que disse “dinheiro tem o que falta é gestão”.

Chegado ao fim dos 100 primeiros dias, pouco ou quase nada foi feito efetivamente. É bem verdade que o governo que antecedeu Gladson deixou de pagar uma parte do 13° de uma parcela dos funcionários e que o Brasil continua vivendo uma crise financeira, que só tem se agravado no governo Bolsonaro. Porém, o alarde que Gladson fez de que pegou um estado quebrado e que a sua inoperância está assentada nesse fato findou.

O governador Gladson Cameli está certo em seu discurso, “dinheiro tem”. E nesses primeiros 100 dias, o Governo Federal transferiu mais dinheiro para o Acre do que nos períodos equivalentes do governador Tião Viana. Se compararmos os dois primeiros meses de 2019 com os dois primeiros meses de 2018, levando em consideração só o FPE (Fundo de Participação dos Estados), houve um crescimento de receita na ordem de R$ 53 milhões. Se incluirmos os repasses do FUNDEB e do SUS, em igual período, esse valor sobe para mais de R$ 65 milhões, segundo dados do Portal da Transparência do Estado do Acre e do Tesouro Nacional.

Porém, a sensação é que Gladson ainda não assumiu o governo e que continuamos vivendo um período de transição. A falta de comando e a incapacidade gerencial do atual governador, aliado às escolhas equivocadas de seu secretariado, conduz o Acre à situações administrativas e políticas complexas, expressas nas redes sociais e meios virtuais de comunicação, impregnados de reclamações e críticas nas mais diversas áreas.

Resigno-me a não avançar na avaliação por acreditar que 100 dias é pouco para que possamos ter resultados efetivos a serem avaliados. Porém, cabe destacar decisões erradas, anúncios e promessas não cumpridas, algumas inclusive, que não poderão ser solucionadas mesmo que o governador volte atrás de sua decisão, como rotineiramente tem feito.

É o caso da promessa irresponsável referente a área da Segurança Pública, de que “no prazo de 10 dias, todos os problemas estariam solucionados”, o que infelizmente não aconteceu. Permanecemos com a mesma sensação de insegurança do início do ano passado.

Um exemplo crasso de inoperância irreversível foi o atraso no início do Ano Letivo, que vai fazer com que professores e alunos estejam nas escolas durante quase todos os sábados do ano, pagando o preço da incapacidade de gestão do Estado.

Vale destacar com preocupação o anuncio de privatização da saúde pública no Acre, lembrando que o resultado das privatizações nem sempre são positivos, prejudicam os funcionários públicos e a população. O Acre conheceu esse ano os malefícios de uma privatização com a Eletroacre. Sua privatização gerou o aumento exorbitante da conta de energia elétrica de toda a população.

Ressalto ainda como equívoco, a reforma administrativa, feita de forma tão atrapalhada e sem conhecimento de gestão que prejudicou inclusive o funcionamento do Estado e que terá de ser refeita. Por exemplo, com o fim do IMC (Instituto De Mudanças Climáticas) e do IDM (Instituto Dom Moacir), Gladson inviabilizou o recebimento de recursos já obtidos de financiadores internacionais e do governo federal.

Porém, o maior símbolo dos erros gerenciais do governador Gladson Cameli está nas nomeações e na autorização dos atos administrativos dos nomeados no Acreprevidência e Ageac.

Sei que isso não influência na vida do povo de forma tão danosa como a inércia do governo até o momento, e que a decisão é passiveis de revogação, porém essas nomeações são um atropelo à Constituição e representam a prática do crime de responsabilidade, por parte do governador, o que o deixa vulnerável inclusive a um pedido de impeachment.

Uma coisa é fato, ainda falta muito para que Gladson comece a governar de verdade, alguns erros ainda podem e devem ser corrigidos pelo bem do Acre. Mas uma coisa é certa nos primeiros 100 dias sobrou dinheiro, o que faltou muito foi gestão.

Hugo Costa

One thought on “100 DIAS 100 GOVERNO 100 GOVERNADOR

  1. Passamos os últimos 48 meses sem governo, sem governador, somente com um monte de puxa sacos bajulando e cuidado do TIão. Cria vergonha na sua cara se vagabundo, vai trabalhar se salafrário. Acabou a mamata de vocês, agora vai procurar emprego, monta um site e escreve bosta ai igual teu companheiro seu babaca.

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